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segunda-feira, 6 de outubro de 2014
domingo, 5 de outubro de 2014
Erro recorrente
Quando eu era criança, bem pequena mesmo, eu acreditava que
se eu saísse um dia de casa e andasse direto sem deixar nada nem ninguém me
impedir de andar em linha reta eu tocaria o céu.
Fiquei muito
desapontada quando depois de muitos anos na quinta série em uma aula sobre o
sistema solar descobri que eu não poderia tocar o céu, foi chocante demais por
que eu alimentava o desejo e a possibilidade de isso acontecer.
Nos últimos meses
caí no mesmo erro, sem querer saber de dados eu simplesmente alimentei desejos
e possibilidades que não existem e nunca serão possíveis, eu em uma infantilidade
sem medida, fantasiando e acreditando.
Ontem o mais temido
por mim veio a tona.
Estou sozinha de
novo.
Eu só pensei na minha consulta com a psicanalista,
por que eu preciso dela, na verdade agora eu só tenho ela, o cúmulo do
desespero onde eu tenho que pagar alguém pra me escutar quando ninguém mais
quer fazer isso.
Tomara que nessa
consulta haja coisas mais concretas pois eu não aguento mais a dor.
Amanhã tenho
psicoterapia e não tenho vontade de comparecer nela, não me sinto a vontade lá,
mas farei o esforço de estar presente e depois tenho que tirar minhas tralhas
de casa e esperar que esse novo passo não me traga mais dor.
sábado, 4 de outubro de 2014
Em casa
As coisas em casa não estão muito boas.
Ontem tentei me
aproximar, mas não fui bem sucedida, logo pela manhã o ignorar me era a lei do
dia. Não suportando me arrumei logo as 08:00 e saí sem destino, fui em umas
livrarias me sentei por lá, li trecho de alguns livros e até comprei um. Almocei em um lugar por lá mesmo liguei para
uma amiga que havia combinado com outros amigos de sair, e eu fui com eles de
lá por estar muito tarde enviei mensagem para os de casa avisando que não
voltaria e sim só no sábado no caso hoje.
Disseram que
precisamos conversar, vamos ver no que vai dar.
Sinto-me sem
ninguém, mas estou fazendo de tudo em não ficar incomodando ninguém, estou mais
na minha, levando na marra. Tenho que aprender a me desprender e não sufocar
outros também.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Eu não sei o que fazer
Meu sentimento hoje
é esse: não sei o que fazer!
Eu destruí o pouco
que tinha e agora estou sem chão, pois só eu comigo mesma não é a mesma coisa,
pra mim não é nada.
Estou pensando em me
mudar, mas só de pensar nisso parece que vou morrer tamanha é a dor de pensar
em me separar, em me despedir e tomar um novo rumo, sozinha.
Eu pensei em algumas
opções:
1-
Eu morar na cidade que estou, sozinha para pelo
menos parar de ferir quem está perto e tentar me livrar da dependência
emocional, procurar um emprego, e
continuar viajando para fazer psicanálise com essa psicanalista que encontrei, que
é a empatia em pessoa sem falar do vasto conhecimento que ela tem sobre
personalidade borderline.
2-
Voltar para minha cidade natal, mas nesse caso
teria que encontrar outro profissional lá, pois ficaria muito longe para eu
fazer psicanálise, e com certeza não teria grana para custear as viagens mais o
valor das sessões.
3-
Pensei em me mudar para a cidade onde tenho que
fazer psicanálise, mas sei que será um GRANDE desafio para mim, já que conheço
pouco lá, morar só em um lugar que conheço já é ruim imagina em um lugar que
não conheço.
A situação está caótica e acho que está na
hora de eu tomar um rumo na vida.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Psicoterapia
Hoje fui para a psicoterapia da PUC, já falei aqui que tinha
me inscrito e fui chamada, mas esta não foi a primeira vez que fui lá. E devo
dizer que hoje foi melhorzinho que da outra vez, acho que o terapeuta não me
deixa a vontade, e não vejo muito interesse da parte dele, acho difícil falar
certas coisas pra ele e não vejo a hora de ir embora, uma hora parece que não
acaba mais, mas hoje até que passou rápido.
Que diferença da psicanálise que faço, eu fui e como é em outra região
faço duas horas de uma vez e parecem minutos, ela tem uma empatia
extraordinária é incrível! Cada centavo pago vale a pena e a viagem e os gastos
com ela não são nada diante da esperança que passei a ter depois de ir lá.
Hoje achei que não
estava sentindo nada no consultório, falei um monte de coisas sem sentimento
nenhum, acho que falei por falar sem querer chegar a lugar nenhum.
Uma amiga foi comigo
me esperou e fomos à casa de uns amigos, acho que estava normal, ou melhor, eu
estava não deprimida, não irritada e cheguei em casa da mesma maneira falei
normalmente com meus pais adotivos, comemos e parece que o dia terminará bem
hoje. Eu não estou alegre, feliz e nem entusiasmada com nada. Hoje eu não sinto
nada e consegui sorrir e achar algumas coisas engraçadas. Assim que foi meu dia
bem menos pior do que ontem.
Até a próxima.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Meus sentimentos são verdadeiros
Tudo que eu queria que as pessoas que eu mais prezo
soubessem é exatamente o título desta postagem.
Eu não sou de falar
dos meus sentimentos, do que estou passando ou como eu amo alguém. Mas uma
coisa que sempre fiz foi escrever, ou por mensagem ou cartinhas românticas na
maioria das vezes exageradas para as pessoas que as receberam. É a minha
maneira de verbalizar algo, além dos pequenos gestos do dia a dia, e quando
falo pequenos, são pequenos mesmo, pois às vezes morro de vontade de abraçar
alguém e não tenho coragem. Ou quando surge uma oportunidade eu trato de
escapar, chego a ficar nervosa é super estranho. E se alguém me surpreende com
um abraço, por exemplo como já
aconteceu, eu não consigo curtir com naturalidade, fico estranha. Acho que como
não tive muito disso na minha vida, não aprendi direito ou não me sinto digna.
Mas essa semana
fiquei tão triste. Eu enviei uma mensagem para uma pessoa que eu amo falando o
quanto eu estava sentindo a falta dela e em vez de enxergar o meu sentimento
começou a questioná-lo. Ai que tristeza que me deu, raiva também, não vejo a
hora de ser independente emocionalmente, eu vou lutar para que isso aconteça. Ninguém
pode viver desse jeito e eu não suporto mais isso. Por que, eu me importo tanto
mesmo que não demonstre e parece que ninguém liga pra isso, não ligam pra mim,
tipo tanto faz. E enquanto a pessoa não está nem aí e continua vivendo sua vida
numa boa eu fico aqui morrendo, sofrendo com os piores sentimentos e
pensamentos.
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