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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Qualquer gesto

 O oportunidade existe, e parece que eu só existo depois dela. 
 A sensação é de que não falta mais nada.
 Eu me sinto tão bem!
 E aí tudo que eu acreditei, senti e esperei com euforia e ansiedade passa.
 Agora não sou triste nem alegre.
 Sou fronteiriça.
 É só você que pode me erguer novamente.
 E fará com que eu cresça e floresça.
 Uma revelação ao meu respeito para você:
 Não sinto prazer no sofrimento.
 Então não me acuse disso ou aquilo.
 Entenda meu momento.
 Qualquer gesto seu,
 Mesmo um gesto suave e leve,
 Me faz crer que você é meu.
 E para mim, só o seu amor serve.


 

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Até o fim dos meus dias

 Eu tenho muitas dúvidas em relação ao que eu considero amor, ou o que eu acredito que ele seja. 
 Nos dias que eu acordo super de mal humor e sem vontade de olhar na cara de ninguém, mesmo que seja alguém que eu estime e ame muito, as pessoas se ofendem, se irritam, perdem o controle, choram, e esse chorar pode ser de raiva ou de tristeza mesmo, algumas se surpreendem comigo, como se nunca tivessem me conhecido, por que a doçura não existe mais, nem a inocência e muito menos piedade. Nesses dias ninguém chega perto e se tentar... é por sua conta e risco! 
 Eu sou mais implosiva, de causar dano a mim mesma. Mas acontece de eu machucar pessoas que eu amo, não literalmente claro! Isso nunca ocorreu, mas com palavras já perdi a conta, elas são tão intensas quanto os meus sentimentos.
 Eu lembro de um dia que estava em um grande parque nos Estados Unidos e ali perto estavam tentando resgatar um jovem urso ferido para que ele não morresse, e esse camarada deu trabalho por que a quantidade de equipes de resgate que estavam lá por causa dele, não dava nem para contar. Bem não espere conclusão para o que aconteceu com o urso pois tive que sair das proximidades assim como outras pessoas também tiveram, e eu nunca procurei saber o que aconteceu com medo de descobrir o pior, então melhor pensar que deu tudo certo e agora ele está feliz junto a sua família. O fato é que as vezes me sinto como ele, e ajo como ele também, por que eu assusto, dou trabalho, mas infelizmente preciso de ajuda e quando outros tentam fazer isso o que pode vir em troca não é nenhum ato de traição ou maldade em si e sim desespero e dor, uma dor tão forte que nem se eu te ferisse gravemente com toda a minha fúria você entenderia, então melhor mesmo nem tentarem.
 Esses dias que têm passado eu me isolei bem consciente disso, por proteção. Pensei muitas vezes que distante de todos ninguém poderia me magoar...
 Tudo que eu faço é por causa de outras pessoas, e mesmo assim não tenho nenhum relacionamento sólido, de amizade, romântico ou mesmo familiar. Como aquele urso, mesmo precisando de ajuda eu não deixo as pessoas se aproximarem. Eu sou uma pessoa tímida mas disfarço isso bem, então eu sei conversar mas é como se estivéssemos nadando juntos e sempre estaremos flutuando, pois eu nunca vou mergulhar, eu nunca irei ao fundo em águas escuras do lado de alguém. Minhas conversas sempre serão superficiais, sobre qualquer assunto de utilidade pública, mas nunca um assunto que aproxime alguém de mim. PROTEÇÃO é como eu chamo isso. 
 Então, sem ninguém para viver, eu estou isolada, sem nenhum pensamento, tentando me suportar e tentando entender certas coisas ao meu respeito, chega de procurar coisas para me distrair! Como uma criança que não sabe lidar com a realidade. Chega de de conhecer gente nova! Por que gente nova, só é nova quando eu as conheço depois tenho que lidar com relacionamentos que nunca existirão. Não comigo.
 Para mim o problema não está em fugir, eu fiz isso toda a minha vida. Sempre evitei. E acabei evitando a mim mesma, evitando as pessoas que eu acho que amo e evitando a própria vida. Eu não conheço ninguém. 
 Então por essas e outras razões não descritas neste post, vejo que o que eu sempre acreditei ser amor, pode não ser. De outras pessoas para comigo e o meu sentimento por elas, pois sempre acreditei que o amor é altruísta e o ferir outros não tem nada disto, não é mesmo?!
 A dúvida ainda continua e imagino que irá continuar até o fim dos meus dias.
     

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Como lidar com uma Borderline

Eu nunca fui uma pessoa fácil de lidar.
E sei que o estar perto de alguém com personalidade borderline nunca será!
Uma coisa me chamou atenção esses últimos dias, e foi a preocupação de alguns leitores do blog em relação a pessoas que conhecem que têm o TPB e o como lidar.
Bem... Se eu soubesse a resposta a isso: "Como lidar com uma pessoa com personalidade Borderline?" Eu seria muito feliz e rica! rsrsrs
Mas fiquei pensando nisso, e achei lindo saber que tem pessoas que se importam em tentar saber como lidar com amigos, namorados, maridos e familiares com TPB, gostaria que algumas pessoas que eu amo fossem assim, que quisessem saber como lidar, e pensando nisso resolvi escrever este post como se eu pudesse falar para quem eu amo algumas dicas de como tentar lidar com minha personalidade.
Existem dias que eu quero muito tranquilidade, só isso. Nada mais! E tranquilidade para mim é me sentir segura. Então, quando me prometer algo, não mude suas palavras posteriormente, pois quando isso acontece eu penso que seu sentimento em relação a mim mudou, que fiz algo de errado e meus pensamentos ficarão tão inquietos que provavelmente farei ou direi alguma besteira. Se você não lembrar exatamente o que me prometeu ou simplesmente disse e se for cansativo ficar repetindo isso, só me diga que nada mudou e que lembra do que disse, só isso. Isso me dá paz.
Não tenha medo de se comunicar comigo, pode falar abertamente, reserve tempo para isso. As vezes eu me sinto tão confusa e incompreendida.
Quando quiser falar algo mais profundo para mim, como: "eu te amo" tenha certeza disso, do contrário não fale, porque depois de ouvido por mim, esse seu sentimento terá de ser constante, eu disse CONSTANTE.
Quando se sentir magoado, triste ou mesmo ferido por mim, me dê a chance de saber o que você sente e a oportunidade de me explicar pois talvez o que vê em mim não é nada do que você está pensando, você pode me falar, mas seja construtivo.
Reconheço minhas emoções e reações exageradas e indesejadas, mas não desista de mim, por favor. Quando estou muito chateada nem sempre quero te manipular, é que estou sentindo muita dor e as vezes não sei a melhor maneira de externar isso.
E não se esqueça que apesar de meus muitos problemas emocionais, ainda tenho minhas preferencias, a minha personalidade e sou capaz de amar. 

terça-feira, 17 de março de 2015

Aceitamos o amor que imaginamos merecer

 As vezes me pergunto: será que se as pessoas depois de descobrirem o quanto eu sou louca elas me contariam? (Um pensamento que me ocorreu esses dias!)
 Sei que não escolhemos o nosso passado mas podemos definir o nosso futuro, isso não resolve tudo mas já ajuda a lidar com certos problemas.
 Eu tenho me virado até bem esses últimos meses, alguns deslizes ocorreram claro como qualquer ser humano comete, mas tenho ido regularmente a terapia e isso me tem ajudado muito. (UM SEGREDO: faltei algumas vezes)
  Minha fase anti-social passou um pouco e tenho me relacionado mais com outros na medida do possível.
  Minha auto-estima ainda está sendo edificada e neste período de construção eu conheci "alguém" que era perfeito antes de estragar as coisas entre a gente omitindo fatos importantes que eu deveria saber e depois estragando ainda mais com atitudes que me deixaram bem insegura, mesmo que eu ainda morra de paixão por ele.
  Eu acho que essa paixão descabida e desenfreada me tem feito tolerar coisas que meus valores não permitem e embora isso me incomode tenho passado por alto até hoje.
  Mas decidi hoje que vou mudar o rumo dessa história, afinal até quando eu vou ficar refém de pessoas e situações por causa de inseguranças? Eu não acho que é isso que eu quero, mas tenho mostrado com minhas atitudes que é isso que mereço por aceitar determinados comportamentos.
  Sou grata por não ter chegado neste relacionamento a um ponto em que eu pudesse me arrepender e sou muito mais grata em relação a ajuda que uma amiga muito querida que compartilha todo o turbilhão de sentimentos que passo tem prestado a mim. (as vezes penso que essa ajuda me fortalece mais que a terapia muita das vezes.)
  Meu sábio pai me disse outro dia que sou como qualquer outra pessoa, mas que me vê como uma menininha pois me comporto assim e que as vezes me comporto como uma formiguinha me contentando com migalhas, isso me marcou profundamente, pois acredito que tenho me conformado com muito pouco ou mesmo nada afetivamente falando, e muitos me tratam assim por minha atitude de julgar merecer pouco ou não merecer.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Automutilação - Quando eu me machuco

 Eu conseguia controlar a dor física, mas não o meu sofrimento!
 Eu sempre escondi muito bem, até porque o que as pessoas viam as vezes eram cortes que mais pareciam arranhões, então nem ligavam e quando surgia um corte novo com ele surgia uma mentira nova e se alguém perguntasse era só disparar o que eu já tinha formulado na mente. O pior que já me aconteceu foi um corte na barriga em que eu levei nove pontos mas falei para o médico e todos que ficaram sabendo que me machuquei com uma garrafa quebrada, foi verdade. Mas não esclareci que eu mesma quis me machucar. Neste dia eu podia ter morrido, mas quando me cortei não era essa a intenção eu só queria aliviar a dor, e perdurar um pouco mais. Como tomar um analgésico específico. 
 Nunca falei abertamente sobre isso com ninguém próximo a mim, as pessoas acham estranho e pronto, não entendem e acabam machucando a gente de outro jeito, essa é a verdade.
 E pesquisando na internet, vejo que a prática é mais comum do que pensamos, no mundo inteiro.
 E por que assusta tanto? Se todos nós temos sofrido tanto por um motivo ou outro.
 Vi muitos relatos de pessoas indicando causas para a automutilação, mas esses dias descobri algo mais importante do que saber as causas, o falar sobre o assunto com alguém, mas não qualquer pessoa. Falar para alguém que tenha interesse em você, que demonstre que entende você ou pelo menos tenta entender. Eu fiz isso!!! Tive um impulso muito forte. E por falar para uma amiga por mensagem mesmo, eu li as palavras mais amáveis e consoladoras que eu tanto precisava naquele momento, nesse dia eu não me cortei.
 Eu sou mais de me sabotar do que me auto-mutilar mas sinto impulsos fortes quando a dor está incontrolável, eu tenho usado muito a técnica do gelo, tem dias que quase me congelo inteira.
 Depois que esse dia terrível terminou, eu fiquei pensando em como poderia não cair na automutilação sem precisar perturbar a minha amiga sempre.
 Então pensei em coisas que eu posso fazer quando estiver com essa dor incontrolável e listei em um caderno para eu saber o que tentar fazer. E em último caso tentar falar com alguém...
 As vezes eu me pergunto se um dia eu vou conseguir para totalmente com a automutilação.
 Por enquanto desde esse dia eu não me machuquei literalmente.

 


sábado, 6 de dezembro de 2014

O que aconteceu nos últimos dias...

 Os dias que se passaram foram dias de grandes mudanças e consequentemente, de muitos sentimentos, alguns incontroláveis até.
 Está decidido eu irei morar só, ainda não sei como, mas eu vou. Já sei para onde vou e quando, (ainda esta semana), lá parece ser bem legal e meus futuros vizinhos me pareceram agradáveis.
 Estou com planos de voltar para a universidade como já havia falado aqui, e dei os passos necessários para isso, vamos ver como será daqui para frente.
 Enviei meu currículo para algumas empresas e consegui duas entrevistas, uma em um banco, que acho que não me saí bem daí o por quê de não terem me chamado e a outra eu fugi, não fui mesmo e daí?!
 Nesses dias voltei a falar com os meus pais adotivos, então brigamos e deixamos de nos comunicar mas desde ontem estamos nos falando novamente. Até pensei em visitar eles na próxima semana, se isso acontecer, conto como foi.
 Nesses dias ocorreu algo que me animou muito!!! Um convite inesperado de uma amiga para participar em um projeto super legal, uma ideia maravilhosa inteiramente dela, depois do convite borbulhou um monte de ideias legais na minha mente durante esses dias, houve uma noite que eu não estava tão bem e me distraí bastante criando umas coisas legais, até que o sono veio e o dia acabou.
 Houve dois dias terríveis também, um em que o pensamento: "a morte é tudo que eu preciso" me acompanhou bem de perto e outro que para não sentir nada, assim que acordei tomei muitos remédios de manhã e dormi até as dez da noite, levantei para comer responder algumas mensagens que estavam no celular e como o dia tinha acabado tomei um banho quentinho e voltei a dormir.
 Nesses dias minha mãe biológica teve que vir para a cidade onde eu moro e embora junto com ela venham péssimas lembranças nos encontramos, deu tudo certo.
 Marquei consulta com uma nova terapeuta na próxima semana, dessa vez por aqui mesmo, não fiz isso por que eu quero, só fiz isso por causa da psiquiatra que estou indo, já que ela disse que só continuaria com ela se eu fizesse terapia. Bem então, lá vou eu outra vez.